Depoimento de um vencedor! - Rafael Vittorazze Azola - Aprovado no Concurso do MP/PR!
Data Publicação: 20/09/2019

Como não poderia deixar de ser, foi longa e sinuosa a jornada até a tão sonhada aprovação no concurso para Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná.

 

Minha história, assim como a maioria daqueles bravos guerreiros que se dedicam a ingrata vida de estudos para concursos públicos, também foi permeada por desencontros, frustrações, mas também foi a única possibilidade para quem desde cedo aprendeu que fora do conhecimento não há salvação.

 

Meu nome é Rafael Vittorazze Azola, natural de Uberaba, Minas Gerais, mas posso me dizer que me criei academicamente no Estado do Paraná, pois sou formado na Universidade Estadual de Maringá. No Estado do Paraná também iniciei minha formação profissional, onde, como assessor, percorri a chamada tríade da justiça, atuando na terra das araucárias na Defensoria Pública, Ministério Público e também no Poder Judiciário.

 

Desde o ano de 2016, sou Defensor Público no Estado de Minas Gerais, função que desempenho com muito zelo e satisfação. Na Defensoria Pública, lido diariamente com as dificuldades do povo sofrido do norte de Minas Gerais, atuando nas mais diversas causas, desde a área de família até as causas de saúde pública e criminais. Sou o único Defensor Público da cidade onde moro (Novo Cruzeiro/MG), razão pela qual aqui sou “clínico geral”.

 

É um grande aprendizado, principalmente, porque Novo Cruzeiro/MG está inserida em uma das regiões com menor IDH do Estado (extremo nordeste mineiro), razão pela qual as mazelas sociais são gritantes, o que demanda um exercício diário de alteridade e eficiência administrativa.

 

As fases orais dos concursos públicos sempre foram, como não poderiam deixar de ser, um dos momentos mais críticos de toda minha preparação para os certames públicos, no qual sempre despontava a insegurança e o receio, aliados ao sentimento de ansiedade, tão comum aos concurseiros em geral.

 

No meu caso, todas estas incertezas também eram agravadas por algumas experiências pessoais desastrosas em outras fases orais.

 

Apesar de ter sido, como visto, aprovado no VII Concurso para ingresso na carreira da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, em 2015, acumulo em minha jornada duas doloridas reprovações em fases orais, ambas no Estado de Mato Grosso do Sul: a Defensoria Pública, em 2013, quando fui reprovado na chamada “Prova de Tribuna” (na qual se simula a realização de uma sessão do Tribunal do Júri); e no Tribunal de Justiça (2016) – no TJMS.

 

A reprovação na fase oral sempre gera questionamentos internos sobre os rumos que devemos tomar em nossa jornada concurseira e comigo não foi diferente.

 

Após a dolorida reprovação no TJMS, em 2016, pensei que me aposentaria da ingrata jornada dos concursos públicos, principalmente em virtude dos novos rumos da vida pessoal (filhos, casamento, etc.), bem como em função do excesso de serviço na Defensoria Pública, quando então imaginava que jamais teria tempo suficiente novamente para me dedicar aos estudos como em outrora.

 

Considerando tais circunstâncias pessoais e profissionais, jamais imaginei que fosse possível minha aprovação em um concurso tão rigoroso e seletivo como o do Ministério Público do Estado do Paraná, que sempre vi como uma meta de vida, porém cada vez mais distante.

 

Apesar de todas as dificuldades acima relatadas, com muito esforço e tropeços (fui aprovado nas provas discursivas após recurso; para me deslocar de Novo Cruzeiro para Curitiba, tinha que enfrentar mais de onze horas de viagem de ônibus até Belo Horizonte com direito a trecho de terra, além de dois voos de BH a Curitiba), de forma surpreendente, após mais de 03 (três) anos, me vi novamente aprovado para uma prova oral, ocasião em que todos os fantasmas do passado voltaram à tona.

 

Eu não poderia falhar novamente. Dessa vez, já exaurido pela dura rotina de trabalho e estudos, convenci a mim mesmo que este seria meu último concurso público, independentemente do resultado final. Para este concurso do MPPR, especialmente, para a fase oral me dediquei a angariar conteúdo, sendo que, infelizmente, não consegui tirar um tempo para treinar com outros candidatos via Skype, como fiz em concursos anteriores.

 

Foi nesse momento em que, após receber ótimas referências de alguns colegas Defensores Públicos e, principalmente, de Promotores de Justiça no Estado do Paraná, resolvi entrar em contato com o Francisco do Simulados de Prova Oral, que, como imaginava, foi incrivelmente receptivo e solícito nos primeiros e-mails que trocamos, sempre com ótimas dicas de hospedagem e até de restaurantes para quem não é de BH, como é o meu caso.

 

Consegui marcar com o Francisco três encontros na semana anterior à Prova Oral em MPPR, de BH já fui para Curitiba fazer a prova.

 

Nestes três encontros pude confirmar todas as ótimas referências que havia recebido, sendo que o Francisco conseguiu me “transportar” para dentro da prova oral do MPPR, descrevendo em seus mínimos detalhes desde o cenário da prova até a forma peculiar de arguição dos examinadores, resultado de um estudo aprofundado do modelo de prova, assim como por sua experiência prática (pois ele já foi mais de uma vez a Curitiba assistir as provas do MPPR).

 

Os detalhes de como seriam expostas as perguntas, o telão existente no local da prova, a necessidade de melhorar minha postura e até as características do microfone na prova oral do MPPR são dicas que foram fundamentais e jamais me esquecerei.

 

O Francisco me transmitiu uma confiança e segurança pessoal jamais experimentada, razão pela qual, ao adentrar ao local da prova oral, tive a impressão se estar em um ambiente familiar, apesar de toda a ansiedade comum a este momento. Sua ajuda e experiência, portanto, foram fundamentais para esta conquista.

 

Valeu, meu amigo! Te vejo na posse!

 

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